quarta-feira, 8 de abril de 2026

Honda: erra em não trazer a Ridgeline ao Brasil?

Modelo desenvolvido especificamente em função dos Estados Unidos, onde a operação local da Honda identificou que aproximadamente 18% dos clientes também tinham alguma pick-up em casa, e portanto uma oportunidade de assegurar a fidelidade desse segmento do público já pareceria convidativa quando a Ridgeline foi lançada nos Estados Unidos ainda em 2005 para o ano-modelo 2006, ao passo que a 2ª e atual geração teve a apresentação em 2016 para o ano-modelo 2017 já com uma aparência mais próxima à de pick-ups mais ortodoxas. Se por um lado a configuração estrutural monobloco (embora os painéis laterais da carroceria simulem o aspecto visual de separação entre cabine e carroceria observado nas concorrentes de configuração mais tradicional) e o motor transversal chegam a destoar de quase tudo o que se associa a pick-ups médias no imaginário popular, tendo até sido oferecida em outros momentos com a opção por tração dianteira antes que a tração integral passasse a ser padrão, e o único motor seja o 3.5 V6 a gasolina que parece mais atrativo aos olhos de usuários com perfil essencialmente recreativo, por outro há motivos aparentemente improváveis que podem fomentar questionamentos quanto à Honda Ridgeline ter eventualmente alguma aptidão para atender demandas reprimidas no mercado brasileiro. A maior presença dos motores turbodiesel no segmento de pick-ups médias, contrastando com a presença de motores a gasolina hoje mais restrita a versões de pretensões declaradamente esportivas ou híbridas de outros fabricantes, pode parecer tão contraditória quanto a presença do modelo em mercados como o Uruguai que historicamente era até mais favorável a motores Diesel em comparação ao Brasil, ou o uso mais intenso de pick-ups compactas com tração dianteira em usos efetivamente laborais em função de custos de aquisição menores que os de uma pick-up média tradicional hoje alçada à condição de veículo de luxo, cabendo até observações quanto à maior sofisticação das gerações mais recentes de motores turbodiesel e dispositivos de controle de emissões refletir em custos de manutenção majorados.

Se por um lado o enfoque mais específico no mercado dos Estados Unidos fez com que a mera opção de um motor turbodiesel sequer fosse contemplada, e outras regiões favorecerem a importação de pick-ups médias da Tailândia ou da África do Sul em detrimento dos Estados Unidos ou do Canadá e do México por força de acordos comerciais também ter desencorajado tal consideração caso fosse ao menos tentada uma maior internacionalização do modelo, por outro o conforto de rodagem que a torna atrativa até para uruguaios usarem exemplares do modelo tanto em viagens turísticas quanto em atividade agropecuária ou comercial (lembrando que no Uruguai é possível adquirir o modelo a um preço 40% menor quando se tem um RUT que é o Registro Único Tributário, equivalente ao CNPJ brasileiro)

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Nem sempre é viável manter as relações de marcha originais após converter um veículo para Diesel, em função dos regimes de rotação diferenciados. Portanto, uma alteração das relações de diferencial ou até a substituição do câmbio podem ser essenciais para manter um desempenho adequado a todas as condições de uso e a economia de combustível.

It's not always viable to retain the stock gear ratios after converting a vehicle to Diesel power, due to different revving patterns. Therefore, some differential ratio or even an entire transmission swap might eventually be essential to enjoy a suitable performance in all driving conditions and the fuel savings.

Mais informação sobre relações de marcha / more info about gear ratios
http://dzulnutz.blogspot.com/2016/03/relacao-de-marcha-refletindo-sobre.html