terça-feira, 17 de setembro de 2013

Refletindo sobre o mais novo aumento nos preços do gás natural para aplicações veiculares, industriais e comerciais

Entrou em vigor ontem no Rio Grande do Sul um novo aumento nos preços do gás natural, de 14,4% para aplicações veiculares, e 9,7% para usos comerciais e industriais e de serviços. Depois do vexame de 2006 quando as instalações da Petrobras na Bolívia foram roubadas literalmente à mão armada pelo governo de lá, e o atual governo brasileiro nem sequer se dignou a reagir, as expectativas em torno do gás como um substituto ao óleo diesel e outros combustíveis pesados mostram-se cada vez mais equivocadas. Chega a ser até irônico apontá-lo como uma alternativa "ecológica" quando é extraído de jazidas fósseis, ao passo que alternativas de origem renovável já apresentam viabilidade econômica...

Para as indústrias do pólo metalo-mecânico da Serra, que desde a implantação do gasoduto Bolívia-Brasil passaram a priorizar o gás como matriz energética, o aumento vem prejudicar a competitividade que vinham conquistando frente a alta do dólar, revelando mais uma face das politicagens que vem matando o setor produtivo e sucateando o parque industrial brasileiro. Nos últimos 2 anos, os preços do gás tiveram um aumento total da ordem de 80%, em parte devido à desvalorização cambial, o que denota um dos aspectos mais prejudiciais em entregar a segurança energética nacional de mão beijada para qualquer ditador de alguma republiqueta que não é nada além de um mero entreposto de exportação de cocaína...

Num estado com vocação agropastoril reforçada pela cultura campeira como é o caso do Rio Grande do Sul, chega a causar espanto que não haja um programa de produção de biogás a partir de resíduos agroindustriais como o que foi recentemente implantado em Santa Catarina utilizando o mesmo método já aplicado em mais de 7300 usinas na Alemanha. No caso catarinense, a prioridade é o uso do gás para geração de energia elétrica, mas o biocombustível também pode atender a aplicações veiculares, como nos caminhões usados para a coleta de dejetos em granjas de suinocultura, podendo ser aplicado puro num motor de ignição por faísca ou junto ao óleo diesel convencional (ou qualquer outro combustível líquido que inflame por compressão) em diferentes proporções, até 95%, reduzindo sensivelmente as emissões de material particulado e óxidos de nitrogênio.

Ainda que os combustíveis gasosos não sejam a 8ª maravilha, tampouco uma justificativa plausível para a manutenção das absurdas restrições ao uso de motores Diesel em veículos leves, o aumento no preço do gás natural torna mais evidente a incoerência nas políticas energéticas brasileiras como um todo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seja bem-vindo e entre na conversa. Por favor, comente apenas em português, espanhol ou inglês.

Welcome, and get into the talk. Please, comment only either in Portuguese, Spanish or English.


- - LEIA ANTES DE COMENTAR / READ BEFORE COMMENT - -

Nem sempre é viável manter as relações de marcha originais após converter um veículo para Diesel, em função dos regimes de rotação diferenciados. Portanto, uma alteração das relações de diferencial ou até a substituição do câmbio podem ser essenciais para manter um desempenho adequado a todas as condições de uso e a economia de combustível.

It's not always viable to retain the stock gear ratios after converting a vehicle to Diesel power, due to different revving patterns. Therefore, some differential ratio or even an entire transmission swap might eventually be essential to enjoy a suitable performance in all driving conditions and the fuel savings.

Mais informação sobre relações de marcha / more info about gear ratios
http://dzulnutz.blogspot.com/2016/03/relacao-de-marcha-refletindo-sobre.html