Naturalmente um mercado em transição de um cenário mais restritivo às importações para a busca por uma maior abertura teria sido mais promissor ao menos para opções como o câmbio automático e a tração 4X4, lembrando que o Brasil permanece dependente da importação de câmbios automáticos para equipar a maioria dos automóveis e utilitários leves que já contam com tal opção no mercado nacional, e mais variedade de cabines também pudesse ter favorecido a produção regional do Mercosul, enquanto o uso de motores regionalizados e percebidos de forma talvez um tanto exagerada como inerentemente "inferiores" ainda possa ser justificável. Recordando que no Brasil o limite de peso bruto total para que se possa conduzir um veículo com a carteira nacional de habilitação da categoria B é de 3500kg, é justo atermo-nos a configurações dos motores Detroit Diesel V8 de 6.2L e 6.5L que chegaram a ser usadas na geração GMT400 em versões de procedência americana, cujas faixas de potência para o motor LH6 de 6.2L e aspiração atmosférica iam de 126 a 140 cv sempre a 3600 RPM com o torque entre 33,14 e 34,57 kgfm sempre a 2000 RPM até 1990 e 35,28 kgfm a 1900 RPM entre 1991 e 1993, enquanto o L49 já de 6.5L mas ainda atmosférico oferecido somente em 1994 e 1995 rendia 155cv às mesmas 3600 RPM e 38,03 kgfm a 1700 RPM, e por fim o L56 turbodiesel de 6.5L alcançava 180 cv a 3400 RPM e 49,76 kgfm a 1700 RPM de 1994 a 1997 e deslocava o pico do torque para 1800 RPM de 1998 a 1999. Ainda que o austero Maxion com 90 cv a 2800 RPM e 27,5 kgfm a 1600 RPM dificilmente justifique qualquer comparação direta ao Detroit Diesel V8, a abordagem torna-se diferente ao tratarmos do MWM Sprint para os quais as calibrações de 168 cv a 3400 RPM e 43,4 kgfm a 2000 RPM até 2000 ou de 150 cv às mesmas 3400 RPM e 39,5 kgfm a 1800 RPM entre 2000 e 2001 estariam longe de ser insuficientes. Até seria oportuno destacar que, apesar da ausência do intercooler quando o motor MWM Sprint esteve em uso na linha de pick-ups e caminhões leves Chevrolet e GMC no Brasil e na Argentina (e muito menor proporção no Uruguai), tal qual o V8 turbodiesel de 6.5L nunca dispôs do intercooler em configuração original de fábrica, a Ford chegou a usar o mesmo motor MWM Sprint 6.07 entre 1999 e 2005 no Brasil e na Austrália (e de 2005 a 2008 na África do Sul) para a F-250 na configuração TCA com o intercooler em calibração de 180 cv a 3400 RPM e 51 kgfm a 1600 RPM, suficiente para reforçar uma percepção de competitividade que justifica até a curiosidade ocasional de americanos que consideram a hipótese de importar exemplares desse motor para adaptações em vez de buscar nos Estados Unidos mesmo pelo Optimizer 6500 que é a denominação dada a versões de 6.5L tanto com aspiração atmosférica quanto turbo do Detroit Diesel V8 de 6.5L ainda produzidas atualmente pela AM General principalmente para os Humvee militares (nesse caso com o turbo e em calibrações de potência e torque mais generosas) mas também para reposição e algumas aplicações específicas.
Por mais que às vezes o downsizing que norteou o projeto dos motores MWM Sprint às vezes possa ser mal interpretado, e confundido com uma mera "tratorização" improvisada somente para fazer constar no catálogo uma opção Diesel, características como o comando de válvulas no cabeçote e as 3 válvulas por cilindro numa época que modelos similares americanos não só permaneciam com comando de válvulas no bloco mas também apenas duas válvulas por cilindro se destacavam, e numa comparação específica com o Detroit Diesel V8 ainda com injeção indireta mesmo quando os concorrentes diretos no mercado americano já haviam incorporado a injeção direta também é oportuno lembrar que o MWM Sprint usava injeção direta, característica percebida como benéfica à eficiência e mais favorável a partidas a frio. E se por um lado o Brasil e a Argentina em 1997 ainda vivenciavam momentos de intensas transições nos respectivos mercados de veículos, por outro foi perfeitamente justificável uma improvável convivência da versão atmosférica do motor Maxion S4 para atender a uma parte do público com preferências mais austeras e o MWM Sprint para atender a uma clientela de perfil mais essencialmente recreativo para a qual a rusticidade essencialmente agrícola do Maxion S4T soava demasiada mesmo com a presença do turbo, marcando claramente a ascensão dos motores Diesel que começavam a ser menos vistos como medida de contingenciamento para ascenderem a uma posição mais prestigiosa no mercado de pick-ups. Enfim, ainda que a regionalização das linhas de motores das pick-ups full-size tanto no Brasil quanto na Argentina tivesse como motivação inicial na década de 1950 facilitar os processos de nacionalização da fabricação de veículos e favorecer a economia de escala quando ainda predominavam grandes motores a gasolina, e o mesmo expediente foi adotado quando a demanda por motores Diesel começou a crescer já na década de 1970, a transição marcada com tanta clareza pela Chevrolet Silverado GMT400 Mercosul de uma austeridade eventualmente exagerada para um arrojo que favoreceu a ascensão do Diesel junto a usuários dos mais diferentes perfis segue inspirando...


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Nem sempre é viável manter as relações de marcha originais após converter um veículo para Diesel, em função dos regimes de rotação diferenciados. Portanto, uma alteração das relações de diferencial ou até a substituição do câmbio podem ser essenciais para manter um desempenho adequado a todas as condições de uso e a economia de combustível.
It's not always viable to retain the stock gear ratios after converting a vehicle to Diesel power, due to different revving patterns. Therefore, some differential ratio or even an entire transmission swap might eventually be essential to enjoy a suitable performance in all driving conditions and the fuel savings.
Mais informação sobre relações de marcha / more info about gear ratios
http://dzulnutz.blogspot.com/2016/03/relacao-de-marcha-refletindo-sobre.html