terça-feira, 10 de março de 2020

5 motivos pelos quais seria tentador usar um Jeep CJ-5 no dia-a-dia

Um daqueles modelos que tem um espaço de destaque na história automobilística, o Jeep CJ de modo geral se destaca por razões que vão desde a polivalência até a robustez que fazem não ser exatamente uma surpresa se deparar com um ainda no uso cotidiano. Ao menos 5 motivos ainda fazem com que a idéia por trás do eventual uso de um Jeep CJ-5 até não soe tão ruim mesmo na atualidade...
1 - configuração de chassi que facilita adaptações e upgrades: o layout básico de chassi separado da carroceria por si só já facilita a implementação de melhorias a partir de componentes e sistemas de modelos modernos, e no tocante a motorizações o fato de ter a disposição de motor longitudinal torna ainda mais fácil contornar restrições que o tamanho de alguns motores específicos possam acarretar, o que também acabaria sendo o caso de muitos da linha Diesel.
2 - posição de dirigir mais alta: característica que tanto atrai o público generalista para soft-roaders modernos, também é digna de nota no caso do Jeep. E a bem da verdade, há de se considerar que até pode oferecer uma visibilidade melhor em alguns casos, tendo em vista fatores tão diversos quanto a menor quantidade de intrusões que normalmente interfiram no campo de visão do condutor. Apesar de não ser sempre que essa vantagem se faça notar, dependendo dos acessórios que sejam instalados e como fiquem posicionados quando fora de uso, via de regra um CJ-5 vai ter menos pontos cegos que muito SUV de shopping moderno.
3 - aptidão para atender no mínimo à quase-totalidade das necessidades do usuário: na prática, um Jeep não precisa ser exclusivamente reservado a momentos de recreação ou trabalhos pesados em condições ambientais mais severas, e podem muito bem atender também a funções que à primeira vista pareçam justificar automóveis mais comuns de tração simples ao invés de um veículo 4X4. Vale destacar o caso da Índia onde derivados dos projetos originais da Willys-Overland produzidos pela Mahindra com motores de origem International Harvester e Peugeot ou das Filipinas onde a produção de réplicas artesanais frequentemente equipadas com algum motor Isuzu abrangiam não só versões destinadas ao transporte comercial mas atendiam também ao público generalista como qualquer carro compacto, chegando até a ser disponíveis modelos com tração somente traseira naqueles países que no fim das contas não levavam tanta desvantagem numa comparação com alguns carros "normais".
4 - possibilidade de usar motores Diesel no Brasil legalmente: em função das classificações ainda em vigor que definem arbitrariamente quais categorias de veículo sejam reconhecidas no Brasil como "utilitários" para fins de homologação, torna-se praticamente impossível encontrar algum automóvel de tamanho mais racional que possa fazer uso desse tipo de motorização livremente, caso não haja o interesse de partir para uma pick-up ou algum SUV moderno de dimensões substancialmente maiores.
5 - tamanho conveniente até para uso urbano: embora não seja incomum o uso de acessórios como alargadores de paralama e parachoques de impulsão que interferem nas dimensões externas do Jeep, o CJ-5 quando original com comprimento de 3,51m chega a ser 65cm mais curto do que um Chevrolet Onix de 2ª geração que chega aos 4,16m nessa mesma medida. E no tocante à largura, com 1,74m até não dá para dizer que o CJ-5 se torne um trambolho diante de um Onix que tem 1,73m nesse aspecto. E quanto à manobrabilidade, a distância entre-eixos de 2,057m do Jeep CJ-5 a princípio pode até ser melhor para reduzir o diâmetro de giro e facilitar a manobrabilidade em espaços confinados do que os 2,55m observados num Onix. Naturalmente, a comparação pode parecer absurda, e fica mais fácil de justificar considerando que o Jeep vá estar imune às restrições burocráticas que impedem a aplicação dum motor turbodiesel num carro "popular" mais convencional...

5 comentários:

  1. Siempre encantador el Jeep, todavia ya ha estado demasiado caro armar un jeepney ahora con las normativas Euro-IV.

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    1. Apesar de que com o tamanho relativamente compacto e o desempenho modesto dos motores antigos, não ficaria difícil conseguir um resultado similar com algum motor turbodiesel menor e potencialmente diminuindo o impacto sobre o custo inicial.

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  2. Já vi muito Jeep com a mecânica completa do Opala e até do Chevette, sem a parte de tração na frente. Até que ficavam bons para usar na cidade e na estrada.

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  3. Se tiver como trocar toda a mecânica, freio, suspensão e instalar câmbio automático de algum SUV moderno, já dá uma tranquilidade maior. E também não dá para abrir mão do ar condicionado se quiser comparar com algum carro moderno.

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    1. Tem como fazer muita adaptação mesmo. E até ar condicionado não seria um problema, embora para ter certeza de que funcionaria bem eu iria preferir instalar também uma capota rígida ao invés dessas de lona.

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Nem sempre é viável manter as relações de marcha originais após converter um veículo para Diesel, em função dos regimes de rotação diferenciados. Portanto, uma alteração das relações de diferencial ou até a substituição do câmbio podem ser essenciais para manter um desempenho adequado a todas as condições de uso e a economia de combustível.

It's not always viable to retain the stock gear ratios after converting a vehicle to Diesel power, due to different revving patterns. Therefore, some differential ratio or even an entire transmission swap might eventually be essential to enjoy a suitable performance in all driving conditions and the fuel savings.

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